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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Força Kabalah!


Toda dificuldade será recompensada em dobro. Pelo menos este são os votos que faço para a banda Kabalah, que parece atravessar uma pequena onda de azar, mas sem deixar de acreditar no trabalho e fazer poeira das pedras no caminho.

Há poucas semanas, a bateria de Râmede foi furtada. O detalhe é que a guitarra de Rodolfo também foi roubada no ano passado, fazendo a banda suspender ensaios e fazer um investimento nos equipamentos que não estava nos planos. Um prejuízo considerável para o grupo, unido desde 2006.

Os ocorridos atrasam os preparativos para a gravação do CD prestes a ser lançado. O importante é que coisa boa vem por aí. Alguns fatos não acontecem por acaso. Precisam acontecer para lançar um desafio e motivar, ainda mais, o crescimento, passar uma mensagem. Podem ter certeza que a banda assimilou o recado e só mais força para manter o ritmo será tirada disso tudo.

Conheça mais da banda


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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Talento

Já elogiei o flickr da Paulinha aqui antes e vou elogiar de novo.

Tá cada vez melhor.

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Menos Diego, menos...


A Argentina está classificada. Admito que torcia contra. "Argentina para mim é igual Cruzeiro!", ouvi dia desses. Realmente não desejava êxito aos 'muchachos de Don Diego'.

Mas é inegável a importância de um time grande e tradicional na Copa. Engrandece o espetáculo. Ainda mais pela presença de ums grande figura, que dará muitas pautas, para o delírio da imprensa. Nas últimas Copas, as estrelas estavam todas dentro de campo. Agora, temos uma fora.

Mas a Argentina passou um belo sufoco nesta reta final de eliminatórias. Vem jogando mal e os resultados não apareciam. Tomou de 6 da grande (na altura) Bolívia e tomou um sacode brasileiro. As críticas eram merecidas. Mas a reação do '10' foi como se tivessem lhe atirado pedras. 'Que chupem, que chupem todos', foi aos gritos o técnico ainda na beira do gramado. Os 'versos' foram repetidos na coletiva. Veículos argentinos acertaram em cheio ao dizer que falta auto-crítica para o maior jogador argentino de todos os tempos.

Quando o time não vai bem, merece ser criticado, como foi. Deixar a Argentina de fora de Copa do Mundo seria um belo vexame. É inconcebível não ficar entre os quatro primeiros, em um grupo de dez, com equipes como Venezuela, Peru e Bolívia, tendo os jogadores de qualidade que tem. O time ainda precisa de muitos acertos.

Continuo torcendo contra a Argentina, na Copa ou não. Rivalidade tem dessas coisas.

Como disse Mateus: 'brasileiro adora odiar os argentinos e eles odeiam nos adorar'.

Fica um videozinho do baixo brincando um pouco. Participação especial de Careca e Alemão.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016? No Rio não!




Não sou a favor das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. É claro que a competição vai atrair investimentos para a cidade, para o estado e para o Brasil. O transporte público será transformado, assim como vias de acesso e outras obras. Mas a credibilidade dos comandantes nos obrigar a usar (bin) óculos.

O Pan foi um grande exemplo. O que muitos diziam ser um legado, hoje é quase sucata. O Parque Aquático Maria Lenk não possui padrões olímpicos e hoje está às moscas. Ele foi construído para o evento e podia muito bem ser planejado de acordo com os critérios da maior competição poliesportiva do mundo. Ou vai dizer que os governantes não sabiam da intenção do Rio em sediar os jogos olímpicos de 2016?

Agora, caso a cidade seja eleita, outro parque terá que ser construído, com uma nova licitação e uma provável nova lavagem de dinheiro. Vi uma reportagem mostrando um dos únicos lugares na 'cidade maravilhosa' que é aberto para os atletas de atletismo. Para todos os federados, de qualquer estado, a permanência é permitida em tempo integral. Por lá, treinam diariamente veteranos, atletas de alto nível e jovens promessas acompanhados de perto pelos treinadores.

O local fica ao lado do Maracanã e deve virar estacionamento para a Copa de 2014. Para onde vai esta obra rara, que permite que muitos continuem a ter algum sonho no esporte brasileiro? Sonhar é possível, mas parece que as autoridades não têm muito interesse em contribuir para a formação e desenvolvimento do esporte nacional. Só parece...

A lavagem de dinheiro vai comer solta e provavelmente o dinheiro do bem-aventurado cidadão será usado de forma desordenada e irresponsável. O jornalista da ESPN Brasil Mauro Cézar Pereira informa em seu blog que, durante o Pan do Rio, houve superfaturamento na aquisição de materiais diversos, como furadeiras. A informação é oficial e vem do Tribuanal de Contas da União. Parece piada, mas não é. É por essas e por outras que não sou a favor da candidatura do Rio. No mínimo, uma potência olímpica merece receber tal competição. O dinheiro que está prestes a ser investido podia muito bem ser direcionado para outras áreas tão carentes, como saúde, educação e até mesmo o esporte.

Quando o Brasil tiver as mínimas condições, que brigue novamente para ser a sede.
Tô torcendo contra, mas dizem por aí que já está tudo decidido.

Esperemos, rezemos e soframos. ...read more ⇒
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domingo, 20 de setembro de 2009

Dentro de sala...

Segundas e quintas são dias em que tenho aulas de Sociologia das Organizações. A professora, até semestre passado, era uma mulher vistosa, elogiada por muitos pelas competências e qualidades profissionais, didáticas e físicas. A provável personalidade forte foi a responsável pela 'militância' a frente do movimento dos professores, durante o período de desacordo entre os educadores e a faculdade. Pelo menos é o que falam pelos corredores...A professora acabou saindo da instituição.

Em seu lugar entrou um cara, que chegou a lecionar disciplina para o curso de Geografia no UNI-BH. Apesar da aula não ser muito interessante e do cara parecer meio travado e um pouco desconfortável, tem bons momentos. Piadinhas infames sobre religião e sexo ilustram os noventa minutos de relatos sobre Weber, Durkeim e outros grandes pensadores. Pela presença destes caras, acho que seria uma aula interessantíssima e super produtiva se tivesse um outro direcionamento. Fico imaginando como devia ter outra pegada a aula da dita professora; ouvi falar muito bem de seus ensinamentos.

Este professor me lembra um outro de Matemática, que tive no Santo Antônio na quinta série. Júlio chegou a ser apelidado de 'Júlio Coçadinha', tamanho o número de coçadinhas que o cara dava em sala. Um bolão chegou a ser realizado e acabou deixando a aula mais interessante. A galera se divertia. A lembrança fica exatamente por conta da tal coçada, que encontra partes do corpo do professor a cada poucos segundos.

Tenho certeza que muita gente na sala não sabe o nome deste professor até hoje. Mas o cara parece ser boa gente. A aula é que podia ser melhor. O conteúdo tem potencial. ...read more ⇒
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sábado, 12 de setembro de 2009

Rastafari!






Desde que comecei a gostar de reggae há uns oito anos, percebi que um assunto sempre estava ligado ao estilo musical. Em vários dos shows e movimentos em que eu ia ou encartes e artes de discos relacionadas ao tema, a palavra rastafari aparecia. Artistas gritando 'Jaaaaah' pra galera responder 'Raaaastafari' em apresentações eram comuns de se ver.

Hoje sei bem mais do que antigamente, mas ainda é pouco referente a complexidade do assunto. Mas aprendi muitas coisas e a ligação parece ser tão espontânea e natural como com a batida de Marley. Não que eu queira ser um rasta, nunca tive essa pretensão. A palavra rasta simboliza muito mais do que muitos pensam e acho que pode ser resumida em estilo de vida. Um estilo de vida consciente que abre mão de muitas coisas pela causa. Não se pode deixar de dizer que trata-se de uma vida cristã, longe da figura que muitos possam pensar.

Para exemplicar algumas ações, o rasta não deve cortar os pêlos do corpo e não consumir nenhum tipo de alimento em que o sofrimento se fez presente, como carnes, peixes, ovos e laticínios. Restam aí os grãos, arroz, feijão, batata, mandioca...O que puder ser plantado, tá dentro. A ligação com a natureza é extrema e adequada, sem abusos e retirando o necessário para a sobrevivência, como alimentos e remédios. A maconha é somente mais uma das plantas utilizadas pelos praticantes.

Longe da gana e busca pelo dinheiro, acreditam que precisam de muito pouco para viver uma vida digna. O reggae rasta é bastante diferentes dos outros reggaes existentes. A batida roots é quase uma obrigação e as letras a favor de uma revolução com tons de contestação, protesto e igualdade são ideais fixos. A glória nas alturas a Selassie é a maior profecia da crença.

Fica difícil explicar a empatia. Mas é algo que não custa ser respeitado e visto com outros olhos. Muitos falam antes de conhecer, o preconceito em carne e osso.

Com o tempo, fico sabendo de várias coisas. Uma das que mais me atrai são as histórias da Bíblia, sugeridas por bandas como Ponto de Equilíbrio, Leões de Israel, Jah I Ras. Todas roooooots!

Recentemente ganhei uma Bíblia de presente e pretendo ter conhecimento sobre os acontecimentos que rodearam tantas pessoas e lugares como Jó, Davi, Rio Jordão, Monte Sião, própria Babilônia e os tão falados reis, rainhas e profetas. Dizem por aí que todos devem ler o Livro da Vida. Reggae para mim não é modinha, parece que corre no sangue.

Não me vejo como um rasta. Mas ter satisfação por conhecer o estilo de vida e querer ter causa e conhecimento para falar do assunto não me fogem. Uma banda de reggae de BH citou uma vez ser muito sério bandas do gênero escreverem "Queima a Babilônia" e "Jah Rastafari" em suas criações. Concordo 100%. Não é assim da boca da fora que essas expressões devem ser externalizadas. É preciso ter conhecimento e respeito. É muito mais do que gostar de reggae e achar que porque tem uma bandinha com as três cores da unificação atrás do palco que se pode soltar esser blábláblá.

Fica o documentário com a banda Jah I Ras para ilustrar o que estou falando. Há poucos meses, tive a sorte de entrevistá-los. Saca só.









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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

PM = Polícia de Merda


Me impressiona muito o despreparo da Polícia Militar de Minas Gerais, especialmente em jogos de futebol. Durante o jogo de ontem entre Cruzeiro e Atlético-PR, uma confusão generalizada tomou contou da principal torcida celeste, que mais uma vez, entoava gritos a favor de sua entidade, ao invés de apoiar o time, que mal se encontrava em campo. Após receber ofensas do restante da torcida, uma boa parte da principal organização se dirigiu para o meio do público, provocando correria e desordem. Isso aconteceu durante vários minutos dos dois tempos do jogo e em nenhum momento foram vistos policias em ação para tentar, ao menos, minimizar a situação. Com certeza pessoas inocentes foram vítimas de agressões, roubos ou, no mínimo, um belo susto. Imagine só para quem estava com crianças, mulheres e idosos ou para aqueles que iam ao estádio pela primeira vez na vida. Com certeza, não voltarão tão cedo. Já vi e vivenciei experiências das mais diversas com policiais em estádios de futebol e casas de shows. Quase 100% delas negativas. Não se pode pedir uma informação sem ser mal respondido ou sofrer uma bela falta de educação. Quando entramos em alguma área não permitida, já nos tratam como bandidos ou marginais e levantam cacetetes, armas ou quase sempre a voz, sempre entoando palavrões e palavras de baixo calão. Não custa nada ser educado, mesmo com a escrota farda, que parece mudar atitude de tais ‘profissionais’ no instante em que é vestida.

O pior é que tais fatos lamentáveis não acontecem somente aqui em Minas. Já vi pela TV casos de policiais despreparados e inconsequentes em Recife, São Paulo, Rio e Goiânia. Em casos em que se pode muito bem apenas separar a multidão, eles agem com força, truculência e acabam acertando inocentes que nada tem a ver com o caso. Jogam spray de pimenta, lançam bombas e ferem muitos com espadas e outros instrumentos. Compreendo que conter uma multidão empolgada é um trabalho difícil, mas me cansei de ver policiais altamente desqualificados em serviço. Muitas vezes só de bater o olho já se percebe que o ‘oficial’ não tem a menor condição de exercer tal função.

A culpa também é dos superiores, que orientam mal e são responsáveis pela preparação e atitudes de seus subordinados. Eu mesmo já fui vítima de ação covarde da polícia e já vi tantos outros casos, incontáveis. Nunca fazem nada, fingem que não viram e quando reclamamos, alteram o tom de voz, como se fossem super-heróis cheios de poder.

Cansei de ver tais atos. Pessoas já morreram e não foram poucas. Uma das últimas foi um paulista que ao ver a polícia se aproximar durante uma confusão, parou e levantou as mãos para o alto, dando indicações de que nada tinha a ver com o assunto ou que não teria intenção de realizar algum vandalismo. Pouco adiantou. O policial se aproximou e, mesmo assim, deu uma coronhada na cabeça do cidadão, que acabou falecendo dias depois.

O que me deixa mais indignado é que quase sempre os culpados não são punidos e continuam a exercer sua profissão normalmente, como se nada tivesse acontecido. Uma baita motivação para que casos como este se repitam e continuam impunes. O fato de muitos deles não ter o nome na farda não acontece por acaso. Não fazem distinção na hora de tratar com um senhor, senhora, estudantes, crianças, pretos ou brancos. Todos são uma espécie de alvo, sempre aguardando o próximo ato hostil.

Até onde vamos não sei. Mas falta preparo, qualificação, investimento e alguém que coloque ordem na casa. Os casos não param de acontecer e a revolta de quem vê tudo ao vivo ou pela TV só cresce. Um dia pode acontecer com você, se ainda não aconteceu. Não desejo para ninguém sentir na pele tal revolta. Nem mesmo para os baderneiros, que se disfarçam de torcedores, que entram em estádios com todos os intuitos, exceto torcer pela agremiação que finge apoiar. Isso que eu falei se resume somente aos estádios de futebol. Imagine o que não deve acontecer em comícios, passeatas e presídios.
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